domingo, abril 12, 2009
Páscoa 2009, a 1º na casa nova.
Desta vez passamos a Páscoa em nossa casa,fui buscar os avós e pela 1º vez em muitos anos não fomos a trás-os-montes.
Para que fosse o mais parecida possível com a tradicional até recebemos a visita Pascal e fomos à missa.
Infelizmente tive de sair a meio com o João, (que chatice, logo quando o Sr. padre estava com uma conversinha interessante, daquelas em que apetece mesmo intervir e ripostar, mas que apenas temos de ouvir e calar). Se fosse à missa mais vezes íria sugerir que a parte do sermão podesse ser contestada para esclarecimentos ideológicos.
Os avózinhos estavam muito felizes por termos ido todos à missa, foi um dia bem passado e diferente. Só para que um dia ao lerem este "diário" percebam que o pai não acredita em Deus, nem na Biblia, mas tem um profundo respeito e até alguma "inveja" por aqueles que acreditam. E não tenho dificuldade em dar um beijo no pé ou no joelho de uma estatueta,(espero que a ASAI não interfira com a falta de higiene do acto) que simboliza uma verdadeira história de amor, talvéz mesmo a maior de todas. Verdadeira ou não, a história é belíssima, e os ensinamentos que daí advém são fantásticos. Por isso a catequese. E se trouxer felicidade a pessoas qeu adoro, tanto melhor.
E como estavamos de férias tivemos tempo para algumas ementas mais divertidas, aqui ficam alguns exemplos.
Esta foi feita em segredo pela mãe para que eu não descobrisse, mas eu acho que tb sei fazer. Na verdade ficaram bem bonitos, e fizeram um brilharete na visita Pascal.
Esta já foi de minha autoria, ficou (modestia à parte) deliciosa. Além de que é muito divertida de fazer e de comer. Vocês adoraram.
Durante estes dias, foi uma animação cá por casa, as pinturas na cara são obra da tia Fató, que vos deixa eufóricos com tanta brincadeira. Hoje tiveram de ir para a cama antes das 9 horas para recuperarem.
Coisas importantes feitas nesta altura:
1)Finalmente tive a corágem de procurar a minha Madrinha de baptismo.A história seria longa mas um dia conto-vos. Sabia que era um desejo dos avós visitá-la e sugeri que o fizessemos no Sabado. Sem saber ao certo se ela estaria na terra do filho mais velho, S. Torcato,e sem sabermos a morada pois não a tinhamos, e melhor ainda sem termos sequer o telefone, pois eu não o tinha e os avós não o trouxeram.
Lá fomos esperançados em encontrá-la, sabendo apenas que ele tinha uma cafetária, e eu convencido de que a minha memória de há 19 anos atrás podesse ajudar, pois estive lá uma vez nessa altura. Há alturas em que não podemos deixar de fazer o que achamos correcto, e esta era uma dessas alturas.
Depois de muitas peripécias engraçadas lá os encontramos, e foi uma grande alegria para todos. Com um grande bónus pelo facto de ter encontrado uma amiga que não via há muitos anos, desde o meu tempo de tropa, e que tem a particularidade de ter a mesma Madrinha que eu, ter nascido em Africa dois dias antes de mim e gostar muito de musica tal como eu.
Acabou por ser muito divertido, e no final senti-me muito bem por ter feito uma coisa que há muito pensava fazer.
2)Durante este periodo comecei por fazer algo que acho me vai ajudar a compreender algumas coisas sobre mim próprio, mas fundamentalmente sobre as minhas origens, sobre os meus progenitores, e a sua forma de estar, de ser, de viver e de amar.
Não é que não tenha uma boa relação com os meus pais, antes pelo contrário, mas há sempre muita coisa que fica por conversar, muitas histórias que saem da lembrança do momento, no desencadear de recordações antigas.
Conversei mais com o meu pai, durante as viagens e no tempo que estivemos juntos. São 72 anos cheios de histórias e lições de vida.
Se tivesse de agora descrevê-lo numa simples frase, diria que ele é um Homem simples,honrado, de sentimentos nobres, que se emociona perante um desabrochar de uma flor que ele próprio plantou.
Tenho mesmo de ir dormir, amanhã não serão férias.
Mil beijos pestinhas
Pai - 10:33 p.m.