terça-feira, março 23, 2010
Um dia muito especial.
Dia do pai.
Não tenho de forma alguma falta de demonstrações de afectos da vossa parte. Habituamos-nos a dizê-los e demontrá-los todos os dias. Mas é verdade que este dia é sempre muito especial.
Porque começa alguns dias antes, porque sinto o vosso empenho em me surpreender, porque sinto a dificuldade ternurenta que especialmente a Maria tem em guardar segredo.
O João não desvenda nadinha, partilha com a mãe, mas, não permite que ela divulgue.
Quando chegou o dia, o João estava um pouquinho triste. Depois de me entregarem os inumeros presentes, o João disse-me:
-Sabes pai, o meu principal presente só te posso dar segunda feira, olha, tive de apagar tantas vezes, sabes, nunca ficava como eu queria, até borratei tudo, e tive de fazer outro.
Como não ficar "babado", foi tanto o empenho em fazer um presente bonito, que até estragou de tanto apagar. Um reforço de carinho e inocência, do coração mais puro e amoroso que eu conheço.
Que linda que ficou depois de muito trabalho.
Tive mesmo muitos presentes, personalizados como eu gosto.
No Domingo fomos à missa, era a missa dedicada aos pais, e vocês iam participar no coro, já que andaram a ensaiar nas aulas de canto.
Uma das muitas prendinhas que tive foi uma gravata azul bébé com um belo peixinho e umas ondas brilhantes, feita pelaMaria.
prometi-lhe que ia com ela à missa.
Foi muito divertido e emocionante. A Maria estava até um pouquinho envergonhada, pois tinha a noção de que aquela gravata era algo infantil. Então andava à minha frente a tapar-me com o casaco. Mas quando lhe perguntei se queria que eu a tirá-se a resposta dela foi, não. Estava super orgulhosa por sentir que eu tinha gostado.
Durante os cânticos estive sempre a olhar para vocês, quando a Maria olhava para mim eu acenáva-lhe discretamente com a gravata, e ela sorria.
Mil beijos pestinhas, e obrigado por fazerem de mim o pai mais feliz do mundo..
Pai - 12:21 a.m.