quarta-feira, setembro 08, 2010
A nossa amiguinha Mafalda.
Quando digo a alguém que andamos a ler a Inciclopédia da Mafalda no lugar das histórinhas antes de dormir, todos os que conhecem a pequena boneca acham que isso não se adequa à vossa idade. Em certa medida tem razão, o humor da Mafalda é muito destinadao a adultos, pois iniciou a sua existência como "tirinhas" de Jornal.
Tenho encontrado tantos momentos de aprendizagem para vos transmitir, que estou a achar que poucos livros se adequam tanto. É preciso ter muita paciência para vos explicar cada quadradinho, e sei que muitas vezes não o consigo fazer plenamente.
Mas, fico agradávelmente surpreendido com o que vos fica, e verifico que se abrem portas para outros conhecimentos interligados. Agrada-me que vocês se questionem sobre as coisas, que sejam também contestatários como a pequena boneca criada pelo Argentino Quino.
Uma breve descrição de uma das minhas personagens preferidas dos quadradinhos.
MAFALDA
Primeira aparição: 29 de Setembro de 1964.
Sobrenome: Quino nunca o mencionou, mas em uma das tiras, nas quais a sua professora corrige um desenho dela, depois do nome da Mafalda, aparece a letra M.
Idade: 6 anos em 1964; 8 no último livro.
Características: Os seus comentários e idéias refletem as preocupações sociais e políticas dos anos 60. Filha de uma típica família da classe média argentina, a Mafalda representa o anticonformismo da humanidade, mas com fé na própria geração. O que mais odeia é a injustiça, a guerra, as armas nucleares, o racismo, as absurdas convenções dos adultos e, obviamente, a sopa. As suas paixões são os Beatles, a paz, os direitos humanos e a democracia.
Álbum de família: pai, mãe e um irmão, o Guille. Tem pelo menos uma avó, à qual mandou um cartão postal depois de umas férias.
Andamos entusiasmadíssimos com a leitura, como eu acho muito divertido, acabo por passar para vocês esse entusiasmo, e tem sido uma "galhofa" antes de dormir.
Estava agora a lembrar-me de uma coisa que o João disse ontem:
- Sabes pai, eu tive mesmo muita sorte quando nasci, então, poderia ter sido filho de qualquer pai e mãe, e não é que calharam mesmo aqueles que eu queria.
Claro que lhe dei logo um daqueles ataques de mil beijos.
Vamos agora a feira mediaval, vai ser divertido. mi beijos pestinhas.
Pai - 6:06 p.m.