quarta-feira, fevereiro 04, 2015
O que fazemos agora.
Ando super preocupado com a Hipótese de ter de ir à escola do João inventar uma história, estou a ver se a coisa passa, mas por outro lado ficarei com pena se não for.
Poderia combinar com a professora de Português, e nesse dia ou levava uma grande bôla de carne daquelas que tem feito sucesso com os coleguinhas dele, ou então uns baldes de pipocas e fazíamos uma aula diferente.
Acho que agora depois de escrever isto fico mais tentado a arriscar, ele já me disse que não tem como correr mal, pois ele conhece bem o publico alvo e sabe que eles mesmo que não gostem não me deixam ficar mal.
Disse-me ele, que no final me dará um abraço, sem vergonha independentemente de como tenha corrido.
Quanto à bola de carne, eles já me dizem que sou famoso entre os coleguinhas pois quando faço e eles levam, são obrigados a partilhar e todos gostam muito. Curioso agora eles por vezes já terem receio de levar lanchinho mais requintado pois quando levam tem que partilhar tanto que quase não comem nada :-)
Acho que ganhei um pouco de coragem (o que me preocupa é que eles agora já são muito crescidos, na primária foi um sucesso).
Agora ando a fazer limonada todos os dias de manhã. O objectivo é pôr a menina Maria a beber água.
Ela não bebe se não a obrigar, e sabemos que é importante ingerir líquidos. Mesmo comendo sempre sopa e bebendo chá de manhã julgo que lhe fazia bem beber água durante o dia.
Para já está a ser um sucesso, ambos levam uma garrafinha ( que tem um nome especial e que agora não me lembro) cheia de limonada pouco doce, mas agradável. O João não precisava mas agradece.
Estou a conseguir "viciá-los" a jogar Xadrez. A Maria anda entusiasmadíssima, vou mesmo ter de comprar um tabuleiro à maneira para os cativar ainda mais.Ela já pertence ao clube de xadrez da escola e está sempre pronta para uma partidinha. O João nem tanto, gosta mas é muito tempo de concentração para ele, tenho que trabalhar um pouco com ele no entusiasmo.
Vou sentir muitas saudades deste tempo, em que com uma simples chiclete como prémio consigo fazer um torneio de xadrez super disputado.
Ando à procura de uma musica que possamos os 3 tocar, que tenha melodia para o violino da Maria, que tenha teclas para o João e seja acessível, e que eu possa fazer a bateria(que seja acessível tb para mim)
Vou tentar "the blowers daughter" do Damien Rice, era muito fixe. Ligava a mesa de som e os microfones punha aquele salão pronto de uma vez por todas e ia ser divertido. Já estou a ver o João com o seu teclado amplificado ali a curtir à força toda, e a vizinhança a reclamar:-(
Pois, voltando a por os pés no chão, vamos tentar, mas sem ilusões. Um dia lá chegaremos.
Esta semana fiz a minha 1ºa "Quiche" nem sei se é assim que se escreve, mas para o efeito serve. Nem pesquisei muito como se fazia, tinha comprado massa quebrada no supermercado, e ouvi umas dicas e inventei o resto. Saiu uma maravilha, penso que poderei fazer isto de mil maneiras diferentes, deve haver receitas disponíveis de certeza, e é super fácil de fazer. Quando experimentava ficava sempre intrigado com a massa, afinal é fácil, compra-se no supermercado:-)
Este fim de semana estou com ideias de fazer uma ementa especial, aprendi ontem com o Gordon Ramsay, (o que eu invejo aquela cozinha com todos aqueles ingredientes).
Havia uma receita de carne espetacular, leva 6 horas no forno a baixa tempratura. Não tem mal, posso ir jogar golfe e ainda volto a tempo de a tirar do forno.
Um dia destes vou fazer-vos comer brócolos crus. E vão gostar, agora tenho de procurar aquele molho que ele fez para acompanhar:-)
Hoje não falo de coisas tristes, estou com saudades vossas, e ansioso que cheguem a casa para me contar as aventuras do dia. A princesa M. teve teste de Francês, e deve receber o de História.
o Princepe J. ia fazer o de História.
Ontem chateei-me com ele por causa deste teste.(isto não é uma coisa triste)
Depois de jantar disse-lhe para ir para o quarto fazer a mochila, vestir o pijama, lavar os dentes, etc... que depois iria estudar um pouquinho com ele para rever a matéria.
A verdade é que respirou fundo mostrando-se contrariado, e não ligou nada ao que eu disse. Entreteve-se com a Maria e depois com a Mãe a ver fotos, e só depois de muito tempo foi para o quarto, o que já impossibilitava qualquer estudo pela hora tardia.
Eu não disse nada mas fiquei a pensar numa maneira de o chamar à atenção sem lhe estar a ralhar ou a gritar.
Ele teve de vir cá abaixo para eu lhe assinar a caderneta e ler um recado da associação de pais, e eu pedi-lhe para se sentar ao meu lado para conversarmos um pouquinho.
Perguntei-lhe:
- João achas que sou um bom pai para ti? Achas que eu me preocupo sempre com tudo o que te diz respeito, estou sempre presente quando precisas, sou teu amigo e dou-te muito carinho?
-claro que sim pai, tu és o melhor pai do mundo, porque perguntas uma coisa dessas?
-Porque eu achava que sendo um pai tão dedicado e amigo merecia que me prestasses mais atenção, e fizesses aquilo que eu te peço sem refilar, porque é sempre para teu bem, embora te custe e às vezes não pareça.
E expliquei-lhe o porquê de estar triste. Ele ficou arrependido.
A verdade é que eu fico mesmo triste se não me respeitam, não necessito de fingir, claro que entendo que se esqueceu, não fez por mal, mas acho que devemos incutir-lhe prioridades e responsabilidades.
Passou-se assim mais um "post" .Espero que um dia gostem de ler estas coisas, e me venham dar muitos abraços e beijos como eu vos dou agora (ficava muito feliz com um décimo daquilo que vos dou agora)
Mil beijos pestinhas, amores da minha vida.
Pai - 7:41 p.m.